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CNTur e SEBRAE lançam segunda edição de projeto voltado ao turismo brasileiro

Objetivo

Esse Projeto tem por objetivo principal avançar no aprimoramento da gestão de micro e pequenas empresas do turismo brasileiro. O Projeto a ser realizado em parceria com SEBRAE é o de nº05/2014, aprovado pela Resolução Direx nº 0102/14, de 21 de janeiro de 2014.Esse novo projeto se justifica tendo em vista os resultados alcançados na parceria estabelecida pela CNTUR e o SEBRAE, durante os anos de 2011 e 2012. Os resultados obtidos comprovaram a eficiência e a capacidade técnica e financeira da CNTUR na execução do projeto, como demonstra o quadro a seguir:

Meta Definida no Projeto
Realizado
Estados participantes
147%
Micros e pequenos empreendimentos beneficiados
178%
Folhetos de divulgação do projeto
300%
Estudo de mercado
100%
Encontros comerciais regionais
100%
Palestras de gestão empresarial
105%
Palestras sobre Inovação e Sustentabilidade
100%
Cursos ou seminários sobre gestão empresarial
100%
Empresas beneficiadas com consultorias
175%
Boletins Informativos Inovação e Sustentabilidade
110%
Mensurações de resultados finalísticos
100%


Conforme se observa pelos dados do quadro acima, o projeto foi bem executado e suas metas físicas foram totalmente alcançadas ou superadas.

A execução do Projeto também propiciará alcançar os seguintes objetivos específicos, em complementaridade aos seus objetivos principais:

*Sensibilizar os empresários das pequenas empresas do setor de turismo para a importância do aumento da competitividade através do avanço no aprimoramento da gestão, de forma continuada e mensurada;

*Estimular a utilização de métodos de gestão e de novas práticas empresariais de apoio à busca de maior eficiência e qualidade nos serviços prestados;

*Implementar o uso de instrumentos de avaliação do estágio atual da gestão nas empresas, quer seja a avaliação diagnóstica para identificar as lacunas de melhorias dos processos ou a avaliação final, incentivando a melhoria gradual e continuada dos padrões de gestão nas empresas;

*Promover o melhor acesso ao mercado através das análises e tomadas de decisão com base em estudo de mercado;

*Disseminar informações sobre inovação, tecnologia e sustentabilidade como fatores importantes para a competitividade das empresas.

Justificativa

O turismo no Brasil apresenta excelentes perspectivas durante toda a atual década em razão notadamente de três fatores principais:

*Os megaeventos, tais como Jornada Mundial da Juventude 2013, Copa FIFA das Confederações 2013, Copa FIFA 2014 e Olimpíadas 2016, que projetarão fantasticamente o Brasil por todo o mundo;

*O crescimento do mercado interno que vem sendo alavancado pelo crescimento da renda dos brasileiros, nos últimos anos, e com o maior acesso dos consumidores das classes C e D;

*O aumento da oferta de destinos turísticos e dos segmentos colocados à disposição dos turistas.

Segundo o estudo mais recente divulgado em março de 2012 pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), o percentual de contribuição da indústria turística brasileira no PIB nacional deve passar de 4,5%, em 2011, para 9,5% até 2022. O crescimento estimado de 2012 foi de 7,8%. E conforme o IEVC – Indicadores Econômicos das Viagens Corporativas de 2011, a projeção de crescimento para 2012 foi de 14,73%.

No Plano Nacional de Turismo para o período 2013 a 2016, publicado no Diário Oficial da União no dia 24 de maio de 2013, foram definidos cinco grandes objetivos para aumentar a competitividade do turismo brasileiro:

(i) incentivar o brasileiro a viajar pelo Brasil;

(ii) incrementar a geração de divisas e a chegada de turistas estrangeiros;

(iii) melhorar a qualidade e aumentar a competitividade do turismo brasileiro;

(iv) preparar o turismo brasileiro para os megaeventos; e

(v) promover o apoio à pesquisa, inovação e conhecimento.

O presente projeto se justifica por contribuir significativamente para o grande objetivo de melhorar a qualidade e aumentar a competitividade do turismo brasileiro, além de também colaborar para a difusão de informações relacionadas à inovação e sustentabilidade.

O mercado, atualmente, demanda cada vez mais o avanço em processos de competitividade, colocando-se como um desafio para o Brasil desenvolver o seu grande potencial turístico, no fortalecimento do mercado interno, que garante a consolidação da atividade, e na inserção expressiva do Brasil no mercado internacional. Aumentar a competitividade do turismo no Brasil propiciará a geração de emprego e empreendedorismo com qualidade.

Público Alvo

O público alvo será composto por empreendedores individuais e micro e pequenas empresas dos diversos segmentos de turismo, incluindo: meios de hospedagem, serviços de alimentação fora do lar, agências de viagens, transportes, entretenimento, etc.

As micro e pequenas empresas participantes deverão formar grupos com 20 empresas, em média, de determinada localidade.

Esses grupos terão duas categorias de composição:

*Grupo composto por empresas de diferentes segmentos;

*Grupo composto por empresas de um só segmento.

Participarão do projeto pelo menos 15 (quinze) Unidades Federativas, através da adesão formal pelo SEBRAE UF e pela entidade estadual representativa da CNTUR.

As localidades, com os respectivos grupos de empresas, serão definidas em comum acordo entre o SEBRAE UF e a entidade estadual associada à CNTUR.

A meta física de atendimento é beneficiar, no mínimo, 1.500 (um mil e quinhentas) micro e pequenas empresas, cujos atendimentos serão devidamente registrados no SIAC – Sistema Integrado de Atendimentos do Sistema SEBRAE.

Após a formação de todos os grupos, a CNTUR apresentará ao SEBRAE um quadro estatístico das empresas participantes, devidamente estratificadas pelos principais segmentos do turismo, a saber: a) meios de hospedagem; b) serviços de alimentação; c) agências de viagens e receptivos e d) outros.

Capacitação Inovadora Empresarial

Esse eixo consiste nas ações que irão promover o aprimoramento da gestão e a inclusão de boas práticas e inovações nas micro e pequenas empresas do setor de turismo.

Trata-se de uma solução inovadora pois promoverá uma abordagem diferenciada ao compor um grupo de empresas que atuarão em conjunto, por determinado tempo, e coletivamente buscam alcançar novo patamar de competitividade e de equacionamento de problemas comuns. Ao final, em adição, deixam um legado ao ultrapassarem algum obstáculo ou carência através de uma solução coletiva.

Para tanto, serão disponibilizadas soluções de gestão empresarial através de palestras, oficinas de capacitação e consultorias diretas nas empresas, devidamente customizadas e diferenciadas para atender as especificidades e características dos segmentos de negócios do turismo.

Essas soluções serão orientadas pelos resultados de uma avaliação diagnóstica preliminar que identificará as principais lacunas e necessidades a serem enfocadas durante a capacitação empresarial.

Ao final do processo de capacitação, as empresas passarão por uma avaliação diagnóstica final onde ficará evidenciado o avanço que conseguiram nos diversos itens que compõem a boa gestão empresarial.

Tanto a avaliação diagnóstica preliminar quanto a avaliação final tomarão por base o questionário aplicado no Prêmio MPE Brasil, devidamente ajustado às características das micro e pequenas empresas do turismo brasileiro.

Essa abordagem também é inovadora quanto à forma pela qual as empresas adquirem novos conhecimentos e novas práticas que são rapidamente implantadas.

As oficinas são predominantemente práticas e aplicáveis nas empresas.

Diferentemente dos modelos tradicionais de instrutor de um lado e assistentes quase passivos de outro lado, nessa abordagem os atores principais que discutem e elaboram soluções são os próprios participantes à partir de suas vivências nas próprias empresas, trazendo para a oficina suas necessidades e possibilidades de aprimoramento.

O instrutor passa a exercer o papel de facilitador e de coordenador das atividades da oficina, e em dados momentos aporta seus conhecimentos, agora numa perspectiva de adicionar possíveis complementos aos participantes, mas apenas nos momentos necessários indicados pelas atividades e dinâmicas executadas pelos participantes.

O facilitador leva exercícios, simulações e casos que são trabalhados pelos participantes, mas também os participantes são estimulados a trazerem os casos concretos e as situações vivenciadas pelas suas empresas. Assim o caráter prático e de aplicabilidade nas empresas ganha muito mais efetividade.

Há um intenso compartilhamento de informações e experiências entre os próprios participantes, levando a uma aprendizagem coletiva que tem fortes características de aplicação na realidade das empresas.

As oficinas possibilitam, em adição, construir uma rede de relacionamentos entre os participantes que contribui para a busca de soluções comuns e que ultrapassa os limites da sala onde ocorrem as atividades. Propicia a formação de um espírito de cooperação que poderá repercutir no surgimento de novas lideranças e de participantes mais ativos na governança do destino turístico local.

Essa intensa interação de experiências e de práticas aplicáveis que ocorre nas oficinas é complementada por palestras que tem a finalidade de transmitir conhecimentos. Dessa forma, separam-se atividades de transmissão de conhecimentos (nas palestras de 04 horas) com as atividades eminentemente práticas (nas oficinas de 16 horas). Essa separação é útil pois estabelece o momento em que se requer uma atenção mais concentrada dos participantes (num evento curto de até 04 horas) do outro momento onde os participantes se dedicam às atividades práticas (num evento que toma mais tempo – 16 horas). Assim, colabora-se para que a absorção de conhecimentos e das práticas aplicáveis nas empresas venham a ocorrer num nível mais produtivo.

Ao final de cada oficina é gerado um “Guia de Práticas”, contendo as recomendações das medidas a serem implementadas nas empresas do grupo.

Essas práticas irão atender exatamente as maiores deficiências apresentadas pela avaliação diagnóstica do grupo de empresas.

As consultorias completam esse processo ao sair do coletivo de participantes (nas palestras e oficinas) para a situação específica de cada empresa. O consultor apoia a empresa na implementação efetiva daquelas práticas e melhores modelos discutidos nas oficinas e nas quais a empresa tem apresentado algumas dificuldades ou necessidades de reorientação.

Com essa solução inovadora de capacitação empresarial, atendendo consistentemente as características e gargalos das micro e pequenas empresas, assegura-se um nível muito maior de efetividade, ou seja, de aplicabilidade das práticas de uma gestão mais competitiva.

 

ATIVIDADE
ENTREGA ÀS EMPRESAS
Avaliação Diagnóstica Inicial
Relatório de orientação
Palestras
Conteúdo de conhecimentos
Oficinas
Guia de práticas aplicáveis
Consultorias
Plano de Melhoria Anual
Avaliação Diagnóstica Final
Relatório de progresso e próximas melhorias


Resultados Esperados

As empresas beneficiadas pelo projeto deverão alcançar, em média, os seguintes resultados:

I. Resultados Intermediários

*Alcançar pelo menos 60% das empresas beneficiadas (mínimo de 900 empresas) com a implementação de uma das soluções ou novas práticas de gestão, entre as disponibilizadas pelo projeto;

*Obter a implantação de pelo menos uma boa prática empresarial em cada UF, ou seja a solução de pelo menos um desafio de gestão para grupo de empresas apoiadas, tais como: central de negócios, grupo de empresas que estejam inscritas no CADASTUR, boa prática de sustentabilidade (resíduos, energia, água, etc.) e outras práticas que representem um avanço importante para a competitividade do grupo de empresas.

II. Resultados Finalísticos

*Ampliar em 10% (dez por cento) o faturamento médio durante o período de execução do Projeto;

*Alcançar pelo menos 60% das empresas participantes tenha melhorado seu padrão de gestão conforme medição resultante da avaliação final que tem por base o questionário do Prêmio MPE Brasil, devidamente ajustado para as condições do turismo.

Ações

Os conteúdos serão customizados para atender as especificidades dos segmentos de turismo de cada agrupamento de empresas. Portanto, é diferenciado das soluções normalmente padronizadas.

Avaliação Diagnóstica Final

Tem por objetivo mensurar os principais avanços observados no avanço do aprimoramento da gestão através da participação das empresas nas palestras, oficinas e consultorias presenciais.

O instrumento de avaliação diagnóstica será enviado por meio eletrônico, estará disponível no site da CNTUR ou será enviado correio convencional para cada empresa. O preenchimento será feito por pessoa responsável por cada empresa sob a orientação de um consultor à distância.

O consultor que efetuará a análise, após recebimento da empresa, entrará em contato telefônico para confirmar ou ajustar algumas informações prestadas pela empresa. Após essa confirmação ou ajuste, o consultor efetuará o processamento das informações e emitirá um relatório final apontando os principais avanços, mas também as lacunas e necessidades de capacitação da empresa que ficaram para serem aperfeiçoadas. Essa análise da avaliação final direcionará os esforços da empresa após a conclusão desse projeto, facilitando o seu caminho na continuidade do aprimoramento da sua gestão.

Destinação e Propriedade de Bens Adquiridos e Produzidos

Todos os produtos, documentos, relatos de experiências, resultados alcançados, materiais, ferramentas, sistemas e metodologias desenvolvidas no âmbito deste Convênio terão seus direitos autorais disponibilizados ao SEBRAE e à CNTUR, e a propriedade dos direitos são igualmente repartidos entre o SEBRAE de um lado e do outro a CNTUR.

Responsabilidades das Partes Envolvidas

SEBRAE UF

 

*Divulgação do Projeto internamente em seus projetos de atendimento

*Orientar as micro e pequenas empresas interessadas em participar do Projeto.

*Participar, em conjunto com a entidade local associada à CNTUR, da definição dos locais onde serão formados os grupos de empresas participantes.

*Colaborar na mobilização das empresas para participar do Projeto.

*Registrar, dentro das regras estabelecidas pelo SEBRAE, os atendimentos das empresas participantes no Projeto.

SEBRAE NA

 

*Repassar para a CNTUR, nas datas previstas, os recursos financeiros para realização do Projeto, após análise do relatório técnico-financeiro.

*Supervisão do Projeto e do cumprimento de suas etapas.

*Verificação do cumprimento de todas as exigências quanto aos processos de contratação e de pagamentos.

*Conferência final do Projeto em seu término.

*A coordenação deste Projeto será na Unidade de Atendimento Coletivo de Serviços (UACS).

CNTur

 

*Gerenciamento do andamento de todas as etapas do projeto.

*Acompanhamento de todas as etapas do projeto até a sua conclusão.

*Interlocução em casos de dúvidas ou discordâncias.

*Gerenciar os recursos financeiros do Projeto, responsabilizando-se pela integralização dos recursos de contrapartida financeira e efetuando o pagamento às empresas e profissionais prestadores de serviços.

*Cumprir rigorosamente as exigências do Regulamento de Licitações e das Instruções Normativas utilizadas pelo SEBRAE.