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As 10 bandeiras da CNTur

O artigo 180 da Constituição Federal preconiza: “A União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios, promoverão e incentivarão o Turismo como fator de desenvolvimento social e econômico”:
Desta forma a Confederação Nacional do Turismo define dez bandeiras como macro diretrizes estruturais para o planejamento de todas as suas ações. São elas:

1. TURISMO PARA TODOS:
Considerando o reduzido poder aquisitivo na média da população brasileira e o atual custo elevado do nosso produto interno, o programa “Turismo Para Todos” prevê contemplar a população brasileira com um conjunto de ações e proposições de políticas públicas que desonerem o custo da gestão do turismo, e da tributação do setor, em favor de uma redução de até 50% nos preços finais praticados ao consumidor.

2. TURISMO SOCIAL:
Atender aos anseios da família, da mulher, da criança, do idoso e dos portadores de necessidades especiais, e de todos os segmentos sociais e econômicos da população, com sua inclusão no mercado consumidor de Turismo e no seu mercado de trabalho. Incentivar os programas de implantação de Colônias de Férias das entidades sindicais, laboral e patronal, aos trabalhadores e familiares. Viabilizar o Turismo para todos, por escalonamento do período de férias escolares e outros períodos de acúmulo, para amenizar o impacto negativo dos excessos nas baixas e altas temporadas. Incentivar programas de viagens econômicas no Brasil aos trabalhadores e à classe média em geral.

3. TURISMO SUSTENTÁVEL:
O reconhecimento da Sustentabilidade como conceito transversal a todas as disciplinas de gestão do turismo, em suas 7 grandes abordagens: sustentabilidade social, sustentabilidade cultural, sustentabilidade ambiental, sustentabilidade econômica, sustentabilidade política, sustentabilidade administrativa e sustentabilidade jurídica. E ainda, reforçar os atuais compromissos concretos com a proteção do Meio Ambiente através de cartilha ambiental com normas básicas orientadoras dos princípios ecológicos na construção, utilização e manutenção dos equipamentos e dos insumos biodegradáveis em todos os segmentos do Turismo nacional.

4. ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E SUSTENTÁVEL:
Promover o “Projeto Nacional de Educação Alimentar”, valorizando a produção de alimentos locais, de forma pedagógica sobre a necessidade mínima na nutrição e na preservação das tradições culturais e da identidade brasileira, e do equilíbrio da produção sustentável organizada da cadeia produtiva alimentar.

5. AÇÕES INTEGRADAS COM OS “ELOS DO TURISMO”: TRABALHO, ESPORTE, CULTURA, EDUCAÇÃO, SAÚDE, TRANSPORTE E SEGURANÇA:
O Turismo como atividade econômica e social multidisciplinar do mundo moderno precisa interagir seus programas com políticas públicas plurissetoriais e interministeriais afim de melhor e mais rapidamente atingir os seus macro objetivos no país.

6. DESENVOLVIMENTO HOMOGÊNEO DO TURISMO REGIONAL NO PAÍS:
Equilibrar o desenvolvimento entre as diversas regiões do país, respeitando as específicas necessidades regionais e locais, e incentivando uma maior aceleração do desenvolvimento nas zonas de menor IDH.

7. ESTATÍSTICAS, COMUNICAÇÃO E MARKETING:
O Turismo no Brasil precisa criar e organizar seus setores com dados confiáveis, estatísticas e cálculos corretos das contas satélites do Turismo, para que disponhamos de informações confiáveis à sociedade e à gestão empresarial eficiente. Campanhas adequadas de comunicação para a promoção do produto turístico brasileiro e para a conscientização de campanhas de interesse público.

8. CAPACITAÇÃO E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL:
Ações e políticas públicas para viabilizar a criação do Sistema “S” do Turismo Nacional – o SESTUR e a SENATUR, onde se cuidará e preparará do aspecto social e da formação profissional do trabalhador no Turismo. Para tanto basta observamos a enorme carência de mão-de-obra qualificada em todo nosso setor, resultante de um grande vazio deixado pelo sistema “S” do comércio, que formou até hoje menos de 1% dos atuais 10 milhões dos trabalhadores do Turismo. A criação do SESTUR e SENATUR solucionará a falta de adequação do ensino e da capacitação e qualificação de nossos profissionais, tanto nas áreas operacionais quanto nas áreas de gestão, além da oferta de esportes e lazer social de forma adequada ao trabalhador do setor.

9. FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS DO TURISMO:
Ampla reformulação das políticas de projetos e investimentos no Turismo junto aos bancos públicos, privados e aos governos. Aperfeiçoamento da acessibilidade financeira adequada à realidade empresarial das pequenas e medias empresas do Turismo. Criação de um fundo de aval garantidor para os investimentos no turismo. A CNTur, como titular no CODEFAT, propugna junto ao BNDES e demais estabelecimentos de créditos o exame de aumento dos prazos de carência e amortização dos financiamentos.

10. PROMOÇÃO DO RESPEITO ÀS DIVERSIDADES E MINORIAS E INCENTIVO À SEGMENTAÇÃO:
Promover o respeito integral às diversidades e minorias étnicas, de gênero, culturais, religiosas e sociais, a igualdade universal de direitos civis, e incentivar a segmentação especializada da atividade turística para os diferentes anseios da sociedade.